Relançamento da Vespa no Brasil



  

Modelo chega ao país mais moderno, mas com o mesmo charme e estilo de sempre.

Quem nunca imaginou-se pilotando uma Vespa em uma estrada à beira-mar com uma garota na garupa? Ou mesmo um agradável passeio boêmio a qualquer dos bares do centro da cidade.

Acredito que vocês pensaram nestas cenas no momento. É nesta concepção retrô que muitos, inclusive eu que gosto da moda vintage, podemos realizar este sonho – do que é antigo com uma pitada de modernidade.

Isto porque a Vespa será, a partir de segunda-feira (10), relançada no Brasil com alguns elementos tecnológicos modernos, mas com o mesmo charme e design que conquistou milhões de pessoas pelo mundo. No Brasil não foi diferente. Na década de 1980, muitos exemplares desta moto foram vendidos por causa de seu preço acessível e pela facilidade de uso. Além de que era possível andar sobre duas rodas e não sujar-se enquanto pilotava.

A empresa criadora da Vespa, a Piaggio, fundada em 1884, em comemoração aos quatro séculos de existência, lançará o modelo 946 Emporio Armani 150, que traz em seu design elementos futuristas sem perder a essência mostrada ao mundo, em 1946.





Imaginem vocês, estão em um Café e entre um gole e outro, vossos olhos perpassam por uma destas motos. Esta é a ideia do presidente do Grupo Piaggio Brasil, Longino Morawski. Portanto, muita atenção, não haverão concessionárias, mas lojas instaladas em espaços como estes: cafeterias e shoppings. As inaugurações das primeiras lojas físicas estão previstas para o dia 22 de outubro, nos shoppings Iguatemi, no de São Paulo e no de Campinas. Além destas duas, a empresa prevê a inauguração de mais seis lojas pelo país ainda este ano.

São quatro séries das quais serão lançadas: a Primavera 150, que será vendida a partir do dia 10, segunda-feira, pela internet – ao todo são mil unidades do modelo; a GTS 300, com freios ABS e sistemas de controle de tração ASR; a Sprint 150 e também a Primavera 125. Além do modelo comemorativo, 946 Emporio Armani.

Se a Lego reinventou-se para sair da crise, a Piaggio reinventou em nós a necessidade de sairmos da crise e o porquê de se ter uma Vespa: em uma Itália pós segunda guerra, onde a economia estava defasada e o país aos escombros, a fábrica desenhou um modelo prático e simples para a locomoção em ruas entulhadas. O baixo nível de custo e preço tornou-a uma necessidade aos cidadãos e, logo, em toda a Europa. No Brasil, a pequena scooter foi bem recebida no período pós ditadura – mais uma vez seu sucesso deu-se ao momento econômico, mas agora em nosso país.

Sabemos da situação de nossa economia atual. Portanto, adquirir uma Vespa não é uma ideia desditosa.

Marcel Alessandro Venâncio



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